domingo, 28 de dezembro de 2008




VÍDEOS SOBRE...


Sangrador do açude Coremas







Coremas, um Oásis no Sertão










É A BACIA DO PIRANHAS(*) OU DO PIANCÓ?



Está em todos os livros de geografia da Paraíba, sem exceção, quer seja didático, paradidático, ou de leitura complementar, diz que a bacia do Rio Piranhas, é a principal bacia hidrográfica do sertão paraibano. Tendo vários Rios como seus afluentes. No alto-Piranhas, Rio do Peixe. No médio-Piranhas, Rio Espinharas, Rio Panati, Rio Sabugi, entre outros, inclusive, o Rio Piancó e Rio Aguiar. Já no baixo-Piranhas, o Rio Piranhas: deságua no Rio Açu, formando a bacia Piranhas-Açu.


Entretanto, vejo discrepância nesta afirmação, em o Rio Piranhas ser a principal bacia hidrográfica do sertão da Paraíba. Pois, se não vejamos: o Rio Piranhas em toda sua nascente, até mesmo considerando as bacias hidrográficas dos açudes de Engenheiro ávidos, São Gonçalo e Lagoa do Arroz, que deságua no Rio do Peixe, toda esta bacia hidrográfica mencionada anteriormente, só representa 1662km² (mil seiscentos e sessenta e dois quilômetros quadrados), e toda sua bacia hidráulica somente acumula 380.000.000m³ (trezentos e oitenta milhões) de metros cúbicos de água...



Enquanto que as bacias dos Rios Piancó e Aguiar, que alimenta o sistema Estevão Marinho- Mãe Dágua, têm quase 8.000km² (oito mil de quilômetros quadrados) de bacia hidrográfica e um volume de 1358.000.000m³ (um bilhão trezentos e cinqüenta e oito milhões) de metros cúbicos de água de bacia hidráulica.

Então, se vê a olho nu, não precisa nem mesmo de uma analogia mais apurada para se constatar que a bacia do vale do Piancó, é bem maior do que a bacia das nascentes do Rio Piranhas, como mostra os números mencionados anteriormente. E é de uma supremacia bem superior, pois, tanto a bacia hidrográfica do vale do Piancó, é 5(cinco) vezes maior do que a bacia do Rio Piranhas. E também referente à bacia hidráulica, só basta citar a bacia hidráulica do sistema Estevão Marinho-Mãe Dágua, que é 3,5(três vezes e meia) maior do que toda bacia hidráulica do alto Piranhas, inclusive, incluindo os açudes Engenheiro Ávidos, São Gonçalo, Lagoa do Arroz e até mesmo o Açude de Pilões.

E têm mais ainda, o sistema Estevão Marinho- Mãe Dágua, desde do inicio da década de 50, existe uma hidrelétrica, com uma vazão regularizada de 6m³/s(seis metros cúbicos por segundo), diuturnamente, perenizando Rio Piancó até a confluência com Rio Piranhas no município de Pombal (PB), que desemboca no Rio Açu, formando a bacia Piranhas-Açu.

E o mais absurdo de tudo isto, segundo meu ponto de vista, depois das discussões da Transposição das Águas do São Francisco para os Sertões do Nordeste do Brasil, que concerne à ramificação (entrada) pelo Sertão da Paraíba, deveria ser pelo vale do Piancó, e não pelas a nascente do Rio Piranhas, segundo o Projeto da Transposição, elaborado pelo Ministério da Integração Nacional.

Até porque o sistema Estevão Marinho-Mãe Dágua, conhecido popularmente como o açude de Coremas, é a grande “caixa dágua” do Estado. E tem mais, segundo ao “Plano das Águas”, existem 12 projetos Hidroagrícolas para Estado da Paraíba, dos quais nove são encravados no vale do Piancó: Piancó l,ll,lll, lV, V, Vl, Poço Redondo (Santana de Mangueira), Projeto Gravatá (Nova Olinda) e Projeto Genipapeiro (Olho Dágua) e Mais o Projeto das Várzeas de Sousa, alimentado pelo Canal da Redenção, que sua tomada dágua, é no açude de Coremas... Se realmente a Transposição vier acontecer um dia, e a ramificação do sertão da Paraíba, for mesmo pelas as nascentes do Rio Piranhas, que deságua no Rio do Peixe nas várzeas de Sousa, o Canal da Redenção perderá o seu sentido de ser.

É bom ressaltar que o reservatório Estevão Marinho – Mãe Dágua, constitui-se num dos maiores complexos hídricos da região Nordeste, cuja capacidade máxima chega a mais de l,35 bilhão de metros cúbicos de água, além de dispor de uma hidrelétrica que até a década de 1970 abastecia quase toda região sertaneja como fonte de geração de energia elétrica, e hoje está interligadas ao sistema CHESF, com Paulo Afonso, Estado da Bahia; também uma grande maioria da população paraibana e brasileira não sabe que este grandioso complexo construído nas décadas de 1940 e 1950 tem como meta mais ambiciosa a implantação de um Pólo de Desenvolvimento, denominado, de Meridiano 38, cujo projeto se encontra atualmente no Ministério da Integração Nacional da Presidência da republica.

Caso seja implantado o projeto Meridiano 38 em nosso Estado, vai trazer a redenção de toda essa área (sertão Paraibano), prevendo inclusive a criação de uma Faculdade de Agronomia, escola Técnica Agrícola e Centro Administrativo de Política Agrícola, visando a irrigação de milhares de hectares de terra, trazendo empregos e rendas para inúmeros paraibanos, tendo como epicentro deste Pólo de Desenvolvimento, justamente cidade de Coremas.


(*) Agora, entretanto, provavelmente, os Geógrafos, Engenheiros e os pseudos hidrólogos, entre as décadas de 10 e 20, porventura dos estudos das bacias hidrográficas do alto sertão paraibano, acharam e classificaram a bacia do alto Piranhas, como sendo a principal, até porque, nestas citadas décadas, ainda não estavam construídos os complexos Estevão Marinho-Mãe-dagua, São Gonçalo e tão pouco Engenheiro Ávidos... No entanto, no período chuvoso, entre Janeiro e Junho, a bacia hidrográfica do Rio Piancó, por ser mais íngreme (até por não ter uma várzea, similar como as várzeas de Sousa), em toda sua extensão, escoava todas suas águas para confluência com Rio Piranhas...Já na bacia do alto Piranhas, de Janeiro a Dezembro, escoava suas águas para o Rio Açu, formando o Piranhas-açu. Como é sabido por todos de Janeiro a Junho, o sistema Piranhas-açu, é contribuído pelo próprio Rio Piranhas, alêm do Rio Piancó, Rio Aguiar, Rio Espinharas, Rio sabugi e Rio Seridó, entre outros...Todavia, de Julho a Dezembro, só a bacia hidrográfica do alto Piranhas, alimentava o sistema Piranhas-Açu, através das várzeas de Sousa. Devido às várzeas de Sousa no período invernoso acumulava água e no período de estiagem de Julho a Dezembro, alimentava o citado sistema Piranhas-Açu.





CARTA PARA JUDIVAM RODRIGUES DOS SANTOS
JUDIVAM RODRIGUES DOS SANTOS


Pedro meu amigo e conterrâneo, eu queria saber se Coremas vai ser beneficiado com a transposição do São Francisco... E se vamos poder ver Mãe Dágua sangrando continuamente... Se isso é possível.
Abraço do amigo e fique com Deus...



Meu nobre amigo e conterrâneo *Judivan Rodrigues dos Santos...Sendo breve, vos lhe digo, se o Rio Piancó...Receber também as águas da Transposição do São Francisco(se Deus quiser, vai receber)...Certamente, a nossa Querida Mãe D' Água... “Não”... Que não virá sangrará continuamente... Ou seja, ano após ano...Pois, esta água aduzida do Projeto São Francisco...


Terá um uso múltiplo(água de beber, para matar a sede dos animais, irrigação, lazer, piscicultura, entre outros usos)...Mas, entretanto, acredito eu, existindo uma gestão racional...Dentro de um “Principio Sinergético”...Certamente, manterá o Açude de Curema-Mãe D’Água...Em quase sua capacidade máxima...

Neste caso, basta, ano após ano...Ocorrer precipitações de chuvas...Não muito significativa(com estiagens, que é comum nesta região), ou seja, bem abaixo da Série Histórica do Semi-Árido Nordestino, aonde estar incluso o nosso vale do Piancó, que é de 800mm...Sendo assim, obviamente, a Barragem de Mãe D’ água, sangrará anualmente...

E pelo que se sabe aqui na Paraíba.. É que o nosso Presidente Luiz Inácio Lula da Silva...




Atendendo um pedido do nosso Governador Cássio Cunha Lima... Vai incluir dentro do Projeto São Francisco(Transposição)... Uma entrada também, pelo o Açude Condado, localizado no Município de Conceição...que deságua numa das nascentes do Rio Piancó...Que flui naturalmente, para o "Sistema Curema-Mãe D'Água...

“Se isto na verdade... Tudo isto... abordado acima... Acontecer um dia... Tirará não só Coremas-PB... E sim, todo o Vale do Piancó... Até a confluência desde gigante Rio Piancó...Com o Alto Piranhas, no município de Pombal”... E por não deixar de falar... De todo baixo Piranhas/açu...Do atraso Secular Sócio-Economico-Cultural...



Minhas Saudações Coremenses,
Pedro Severino Faustino
















sábado, 20 de dezembro de 2008

AS IMAGINÁVEIS CAUSAS DA EVOLUÇÃO DAS CHUVAS NO SEMI-ÁRIDO, NOS ANOS 2004, 2005, 2006, 2007, 2008... E 2009?... FICA A INTERROGAÇÃO?...





VÍDEO SOBRE...


INSA - Instituto Nacional do Semi-árido (Paraíba, Brasil)








AS IMAGINÁVEIS CAUSAS DA EVOLUÇÃO DAS CHUVAS NO SEMI-ÁRIDO, NOS ANOS 2004, 2005, 2006, 2007, 2008... E 2009?... FICA A INTERROGAÇÃO?...


Fazendo um estudo holístico das estações chuvosas, se vê basicamente, entre muitos, que existem dois fatores preponderantes na determinação na formação das chuvosas, nas quais são as “Frentes Frias” e as “Convergências de umidades Intertropicais”... Agora, resta saber, adentrando nos fenômenos geofísicos de “Causas e efeitos”, afinal, quais são os fenômenos da natureza, que ocasionam as frentes frias e as convergências de umidades intertropicais. Sendo a incidência dos raios solares, a mais importante, pois, as estações de calor (primavera, verão e outono), em seus respectivos hemisférios, norte ou sul, que provoca uma grande intensidade de evaporação das águas dos mares, oceanos e dos mananciais naturais e artificiais, entre outros, afora a fotossíntese das matas e florestas. Tudo isto, somatiza-se a fervura das águas dos mares e oceanos, provocadas pelas atividades vulcânicas subaquáticas dos mares e dos oceanos, corroborados pelo deslocamento das placas tectônicas, que, por sua vez, através de suas fissuras, liberam gases altamente quentes do magma vindo do interior da Terra. Como se vê, todo isto abordado anteriormente, são as pré-condições para a formação, tanto das frentes frias, quanto das umidades intertropicais. Evidentemente o principal elemento do ciclo das chuvas, e conseqüentemente da vida, é o “sol”... E como se sabe, o sol, estar presente em qualquer ponto (região) da Terra, quer seja no verão ou no inverno...Agora, entretanto, as estações chuvosas, têm suas periodicidades por regiões... Obviamente, se chove mais, nas estações de calor, ou seja, no verão. Todavia, chove também, nas estações de frio, ou seja, no inverno...
Porém, deve-se observar que, qualquer que seja a região e/ou microrregião do planeta terra, existe seu período definido da estação chuvosa... Como por exemplos, no Nordeste do Brasil, principalmente, em sua região semi-árida, sua estação chuvosa vai, basicamente de Janeiro a Junho...Já, nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, o seu período chuvoso vai de Setembro a Março...Entretanto, existem regiões que só chove, em seu período restrito de verão, ou seja, os países de clima temperado a polar, clima típico de países escandinavos, como, Noruega, Suécia, entre outros... Por outro lado, existe também, região de clima tropical, ou seja, a Índia, que seu período chuvoso, é no período das Monções, que vai de Dezembro a Março...



Pelo visto, não são somente, as estações de calor e/ou de frio, que definem as estações de chuvas, em qualquer região do planeta terra. Tem essencialmente, haver com os “Movimentos magmáticos do interior da Terra”. Ou melhor, não só, com a definição das estações chuvosas, e, essencialmente, também, com seus períodos de estiagens dentro dos interstícios dos períodos chuvosos.


Se os movimentos magmáticos do interior da terra chegam através atividades vulcânicas submersas nos mares e oceanos e/ou gases altamente quentes oriundos das fissuras das placas tectônicas. Obviamente, deixará as águas dos mares e oceanos susceptíveis a intensas evaporações, provocando formação de chuvas. Entretanto, se for através de semi-atividades de vulcões que circundam as regiões continentais, obviamente, os gases quentes e secos expelidos por estes referidos vulcões, dissiparão as formações chuvosas, porventura, onde estão estacionados os gases (ventos quentes e secos) destes citados vulcões continentais. Que, temos como exemplos típicos, o semi-árido do nordeste do Brasil, devido à atuação do EL Niño, que segundo meu entendimento, neste período carreia gases (ventos quentes e secos) dos vulcões existentes ao longo da cordilheira dos Andes, para esta região do polígono das secas do Brasil. E para ser mais preciso a Indonésia, por ser país este, quase totalmente circundado por atividades vulcânicas deste tipo.


É notório que os movimentos magmáticos, através das atividades vulcânicas, têm muito haver com o clima da terra. Um exemplo mais palpável sobre isto, é sobre as irregularidades espacial e temporal das chuvas no semi-árido do nordeste do Brasil. Que desde o Brasil colônia, quando os “Sertanistas”, começaram a desbravarem os “Sertões do Nordeste”, que viram e perceberão que esta região sertaneja, tinha “Periodicamente” problemas de “Estiagens”... Ou seja, com permanente intermitência, de alguns anos chuvosos e outros anos secos. E veja que nos séculos passados XIX, e XX até os anos 70, quase inexistam desmatamentos, tampouco emissão de gases poluentes. Porém, mesmo assim, existiram dezenas de anos considerados secos. Como por exemplos, os anos 15, 20, 58, do século passado, entre outros... Que a média pluviométrica desses mencionados anos, não ultrapassaram a 250mm, média esta, equivalente a média ao “Deserto do Saara”...


Diante disto, deve-se questionar, se em tese, o clima da terra, considerando que cada região e/ou ecossistema estejam contida(os) dentro do Hemisfério norte e/ou Sul, e ter seus climas aparentemente homogêneos. Diferenciando em alguns pontos com maiores ou menores continentalidade, menor ou maior altitude se é várzea ou planalto, e essencialmente ser de maior ou menor latitude. “É que polígono das secas do semi-árido do Brasil, estar contido dentro das coordenadas geográficas, aonde sua longitude varia de 35°00’ 00” a 42° 00’ 00” e sua latitude de 3° 00’ 00” a 12° 00’ 00”... E que essas condições geográficas(de localização) e geofísicas nunca foram modificadas... Entretanto, ocorreram no séc. XX passado e neste século XXI atual, anos A, B, C (chuvosos), e anos Y, X, Z(Secos)...



Agora, fica a interrogação, como explicar isto? Se por exemplo, não digo, nem no ultimo séc.XX, falo até mesmo, no período do Brasil colônia no tempo do imperador Dom Pedro II, aonde ele falou, que se fosse preciso empenharia até a ultima “Coroa do Reinado” , para se levar água do Rio São Francisco, para as nascentes do rio Jaguaribe no Ceará, o maior rio seco do Mundo, hoje perenizado pelas os açudes de Oros com capacidade máxima de 1.900.000.000m³(hum bilhão e novecentos milhões) de metros cúbicos de água e a Barragem do Castanhão:




Com capacidade máxima de 6.700.000.000m³(seis Bilhões e setecentos milhões) de metros cúbicos de água...Se aparentemente, a atmosfera do semi-árido, formadora de sua estação chuvosa, que vai basicamente de Janeiro a Junho, que sempre se apresentou desde os primórdios do ciclo hidrológico, teoricamente, com os mesmos parâmetros climatológicos abordados acima, e mesmo assim, se comportam com esta intermitência climatológica, de anos chuvosos e anos secos...Entretanto, ao meu vê, só pode ser explicado pelo movimentos magmáticos do interior da terra, para ser mais preciso, decorrente das atividades vulcânicas continentes, e sobretudo, das atividades vulcânicas submersas nos mares e oceanos... Agora, cabe a ciência meteorológica, saber se isto é verdade ou não... Mesmo assim, faço minhas conjeturas abaixo:
Simbologicamente falando, os movimentos magmáticos do interior da terra, funciona como um colossal fogão, aquecendo uma enorme chaleira (os mares e oceanos), tendo como invólucro à atmosfera, que conseqüentemente, fervendo a água existente nesta hipotética chaleira, que se tornará em parte em vapor de água, que chegando à parte superior da chaleira, a “tampa” (considerada a troposfera, camada da condensação das chuvas), completando pelo visto, em parte, o ciclo da formação das chuvas...


Dentro desta conjuntura ambiental, deve-se salientar que tanto quanto, as frentes frias e as convergências de umidades intertropicais, recebem influencias das estações de calor, principalmente no verão. Os movimentos magmáticos do interior da terra influenciam também, os sistemas atmosféricos, favoráveis à formação de chuvas, ou seja, as frentes frias e as convergências de umidades intertropicais. Porventura, alguém perguntar, como os movimentos magmáticos influenciam as frentes frias as convergências de umidades intertropicais? É muito simples. Do jeito que tem frentes frias formadas pelas estações de calor, que degelam as geleiras e calotas polares, que por via de conseqüência, formam as frentes frias, que se deslocam para dos continentes adjacentes. Obviamente, as águas marítimas e oceânicas, aquecidas pelos movimentos magmáticos, quando chegam, as regiões polares (pólo antártico e pólo ártico), através das correntes marítimas, degelam as geleiras e as calotas polares subaquáticas, decorrente disto, levam também, frentes frias, aos continentes adjacentes, através das correntes marítimas (verdadeiros rios caudalosos submarinhos e oceânicos), naturalmente, essas referidas frentes frias, se propaga através dos ventos... Já concernentes aos movimentos magmáticos, referentes às convergências de umidades intertropicais, é que, as águas marítimas e oceânicas, aquecidas pelos
fenômenos do magma do interior da terra, aumentam ainda mais a intensidade das evaporações das estações de calor dos seus respectivos hemisférios (norte e sul), tornando ainda mais susceptíveis a formação de chuvas. Agora, entretanto, ainda não se sabe, se estas propaladas estações chuvosas(nos seus índices pluviométricos) em todos os quadrantes da biosfera terrestre, estão diminuindo ou aumentando suas intensidades...

Todavia, o que se perceber a olho nu, é que estas referidas estações chuvosas, que seja em qualquer região do planeta terra, mesmo que estejam aumentando, diminuindo e/ou mantendo suas médias históricas de seus índices pluviométricos... É notório seu encurtamento de seus períodos chuvosos. O mais palpável de tudo isto, estar acontecendo aqui e agora, desde do inicio deste Séc.XXI, a partir de do ano de 2002, com regime de chuvas, do nosso semi-árido nordestino brasileiro, mas, precisamente, a sua região sertaneja. Que quando não vem chovendo dentro da sua média histórica de 800mm(oitocentos) milímetros. Choveu em torno de 1.100mm(mil e cem ) milímetros no ano de 2004. É importante salientar, que desse citado 800mm(oitocentos)milímetros, em média 500mm(quinhentos)milímetros, choveu só no mês de Janeiro, que representa 10(dez) vezes a média histórica desse referido mês de janeiro, que é de somente 50mm(cinqüenta)milímetro de chuva...

Este cenário vem se repetindo, se não nos meses de Janeiro dos anos de 2005 e 2006, veio ocorrer nos meses de Março e/ou abril. Uma prova incontestável disto é sobre a Barragem de Sobradinho(BA):



Que tem uma capacidade máxima de 34.000.000.000m³(trinta e quatro bilhões) de metros cúbicos de água, que apesar do ano de 2001(ano do apagão no nordeste), apresentou um volume critico de somente 6% acima de seu volume morto que é de 5.000.000.000m³(cinco) bilhões de metros cúbico de água(Chesf/ Dezembro/2001)...E que, em todos anos seguintes, ou seja, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008 apresentou situações de transbordamentos(Chesf/Junho/2006). Que provavelmente, este propalado encurtamento das estações chuvosas, e sua evolução, que estar ocorrendo aqui e agora no nosso semi-árido, seja devido, ao aquecimento global, provocado pelas mudanças climáticas... Resta saber, se agora no próximo ano de 2009... continuará esta mesma tendência ou não?









PEDRO SEVERINO DE SOUSA
JOÃO PESSOA(PB), 20/12/2008
Leia no
www.google.com.br,
“PEDRO SEVERINO DE SOUSA”
















terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A IMPREVISIBILIDADE DAS PREVISÕES METEOROLÓGICAS...




VÍDEO SOBRE...

Explicando o Tempo - Nuvem









Explicando o Tempo - Névoa e Nevoeiro






A IMPREVISIBILIDADE DAS PREVISÕES METEOROLÓGICAS...


Está mais do que evidenciado, que as ações antrópicas estão desnorteando o clima em todo os quadrantes da biosfera terrestre...Principalmente, no caso especifico do semi-árido do Nordeste do Brasil, aonde apresenta um quadro de estação chuvosa, permanentemente de irregularidade na distribuição espacial e temporal...Onde, inexoravelmente, dificulta ainda mais, previsibilidades destas previsões meteorológicas...Todavia, diante desta incerteza, mão custa fazermos uma reflexão... Não seria salutar, que os "Estudiosos" desta Ciência Meteorológica, ao invés só de estudar os fenômenos atmosféricos, deveriam estudar também, os fenômenos Magmáticos do interior da terra, como por exemplo, o vulcanismo, principalmente, as atividades dos vulcões submersos nos mares e nos oceanos...

Não será que o aquecimento das águas do Oceano Pacifico, no litoral Peruano, conhecido pelo fenômeno meteorológico de EL NINO:

Seja decorrentes de cadeias de atividades vulcânicas? E saber também, a mensuração dos gases expelidos, como por exemplos, dos vulcões existentes em toda costa do Oceano Pacifico, que vai deste do extremo sul da patagônia chilena até o estremo norte do Alasca... E vê, se esses gases expelidos por esses inúmeros vulcões referidos anteriormente, não influenciam o clima da terra?

Sabe-se, que o País da Indonésia, sofre o mesmo problema climatológico, como o semi-árido do Nordeste do Brasil, periodicamente e permanentemente, sofre com os seus períodos de estiagens...Não será por que, a Indonésia, é toda circundada por vulcões?


Partindo desses pressupostos, abordados acima, é oportuno(dentro do meu prisma de visão) de se fazer uma analogia, mais analógica desta questão.Ou seja, das influências das atividades vulcânicas submersas nos mares e oceanos e continentais no clima da terra... Onde estão enquadrados(grifo meu) os fenômenos climatológicos El Niño e La Niña...
Como é sabido por todos, determinantes do clima da terra...Pois, quando se fala de “Seca” no Nordeste , é devido ao El Niño...E quando se fala em estiagens nas regiões Sul e Sudeste, é devido ao La Niña...Entretanto, o mais inadmissível de tudo isto, é que ainda até hoje... A “Ciência Meteorológica” elaborada pelo os “Doutores” desta área meteorológica desconhecem suas “Causas”.

Todavia, penso eu, como se pode fazer “Previsões Meteorologias”, para anos subseqüentes...Se ainda, os “Estudos Meteorológicos” , não sabem as causas dos fenômenos climatológicos com EL Niño e/ou La Niña? Por isso, as Incertezas” dessas “Previsões Meteorológicas”( grifo meu).

Diante disto...Pergunta-se...Como ocorrerão os “índices de chuvas” na estação chuvosa (Janeiro a Junho ) de 2009....Se de maior intensidade, normal ou de menor intensidade?

Se for pelo menos dentro de uma normalidade... Certamente, ocorrerão “Enchentes”, nos rincões dos sertões... Aparentemente, semelhantes às de Santa Catarina...


Pois, a grande maioria (acima de 80%) dos açudes do Semi-Árido Nordestino Brasileiro (leia-se Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte)....se encontram “Cheios”....Ou seja, bem acima dos níveis de acumulação referentes a anos de décadas anteriores...




PEDRO SEVERINO DE SOUSA
JOÃO PESSOA(PB), 16.12.2008



segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

UMA ABORDAGEM HISTÓRICA DAS SECAS NO SEMI-ÁRIDO.






VÍDEO SOBRE....


Seca d'Água (Projeto Nordeste já)




SERTÃO SOFRIDO







UMA ABORDAGEM HISTÓRICA DAS SECAS NO SEMI-ÁRIDO.
Já se souber há muito tempo, desde de logo após ao descobrimento do Brasil, que remonta a 1559, o primeiro registro de seca no Nordeste, segundo narra o livro História de companhia de Jesus do Brasil, do Padre Serafim Leite, citado por Guerra (1951). Sabe-se que no calendário de secas no Nordeste, de um modo geral, ocorreram 9(nove) secas por séculos, uma a cada 11(onze) anos Apesar de afetarem índios e os primeiros colonizadores, as secas dos séculos XVI e XVII não tiveram grandes impactos socioambientais, devido ao número reduzido de habitantes e à abundância de recursos naturais que minimizaram os efeitos das secas (Brito Guerra, 1981). A partir do século XVIII começaram ocorrerem secas de maiores gravidades, como a de 1777 a 1788, quando restou apenas 1/8(um oitavo) do gado da capitania do Ceará(Brito Guerra, 1981). Dentre as secas que causaram maiores prejuízos, destacam-se as secas de 1877 a 1879, que ocasionaram à perda de mais de 500.000(quinhentas mil) vidas humanas(Brito Guerra, 1981)... Isto ocorreu também, devido à falta de preparo dos então governantes para enfrentarem este problema de estiagens nestes citados anos. De fato também ainda não existia a "Política de Açudagem", para coletar precipitações pluviométricas isoladas que aconteceram na região, muito sofrimento seria evitado. Só depois dessa conhecida "Grande Seca", que motivou o Império a tomar as primeiras medidas para se combater os efeitos de estiagens no Nordeste. Aonde o Imperador Dom Pedro II veio ao Nordeste e prometeu vender "Até a ultima Jóia da Coroa" para amenizar o sofrimento dos súditos desta região... Decorrente disto, no final do século XIX, entre 1886 a 1889, fez com que o imperador Dom Pedro II criasse a Comissão da Seca, formada por uma equipe internacional e multidisciplinar. Baseada em experiências e modelos estrangeiros, a comissão apresentou uma proposta de construção de açudes e reservatórios públicos que, além de ter mais resistência - passando água de um ano para outro -, tinha um caráter mais abrangente - ampliando o atendimento a pequenas localidades... Este foi o primeiro passo para Política de construções de açudagem aqui no Nordeste, que começou com o açude Cedro, em Quixadá, - iniciado em 1888 e concluído em 1906. Após a conclusão dessa obra, em 1909 é criado Instituto de Obras Contras as Secas (IOCS). No século XX, de 1915 até o inicio da década de 70 no Governo Militar de Emilio Garrastazu Medice. Anos do "Milagre Econômico", do então Ministro da Fazenda Delfim Neto... Aonde veio começar o desenvolvimento Industrial no Brasil, que por via de conseqüência, aumentar substancialmente o êxodo rural, onde se principiou numa progressão geométrica a devastação de matas e florestas, para expansão das médias e grandes cidades... Afora o aumento progressivo das emissões dos gases poluentes jogados na natureza
Que segundo, o INMET(Instituto Nacional de Meteorologia), os anos de 1915, 1919, 1930, 1953, 1954, 1958, 1962, 1966, e 1970... Foram anos de extremas irregularidades espacial e temporal das chuvas, para não dizerem secos... Nestas décadas e seus respectivos anos, só não aconteceu o pior, por que o então Presidente Hermes Rodrigues da Fonseca na seca de 1915 reestruturou o Instituto de obras contra as secas (IOCS), que passou a construir açudes de grandes portes. Até então, o IOCS, só se construíam poços, confecção de mapas e abertura de estradas... Que logo depois no ano de 1919, no governo Nilo Peçanha, o IOCS, foi transformado em DNOCS que recebeu ainda em 1919 (Decreto 13.687), o nome de Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas - IFOCS antes de assumir sua denominação atual, que lhe foi conferida em 1945 (Decreto-Lei 8.846, de 28/12/1945), vindo a ser transformado em autarquia federal, através da Lei n° 4229, de 01/06/1963...
Aonde neste interino foram construídas centenas de açudes nos Estados do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte. Agora, entretanto, depois desta abordagem, aonde se mostrou o ciclo de estiagem no semi-árido do nordeste do Brasil, desde logo após do nosso descobrimento, até o inicio da década de 70, anos do nosso milagre econômico. Que até então, ainda, não se tinha degradação ambiental, através de devastação de matas e florestas, e as grandes emissões de gases poluentes... E, sobretudo, o processo latente de desertificação de todos os nossos ecossistemas.
Sabe-se, que o processo de ciclo de estiagens de uma região, estar intrinsecamente, vinculado à dinâmica do seu evolutivo processo de desertificação, principalmente, ocasionado e acelerado pelas ações do homem... Que dentro da civilização humana, temos um exemplo, mais que palpável que é sobre as civilizações Egípcias, que acelerou a formação do "Deserto do Saara"...
Que justiça seja feita também, que esta dita cuja, formação do Deserto do Saara, recebeu influencia direta de sua composição mineralógica dos seus solos, que se compõem com um alto teor cloreto de sódio, e predominância de rochas areniticas... E, sobretudo, outrora, há milhões de anos atrás, esta mencionada área(deserto do Saara) era coberto pelo Mar Vermelho e Mediterrâneo... Pelo visto, salenizando ainda mais, os seus solos... Tornando uma área imprópria para germinação de matas e florestas... Enquanto que o permanente ciclo de estiagens, ora abordado aqui neste capitulo(5.1), que se teve a intenção de mostrar que nos séculos XVI, XVII, XVII, XIX e XX até os anos 70... Que, Ainda não se tinha o processo devastador do desmatamento das matas e florestas, principalmente das matas ciliares, e nem tampouco o aquecimento global, através das mudanças climáticas.
Entretanto, ocorreram secas, que deixaram seqüelas irreversíveis para o bem estar socioambiental de toda comunidade nordestina. Por sorte, não tivemos ainda um processo acentuado de desertificação, similar ao Deserto do Saara, por que a composição mineralógica dos solos na grande maioria do Nordeste( exceto em algumas regiões, como por exemplos, região de Mossoró(RN), banhada pela a bacia hidrográfica do Rio Apodi. E a região da chapada do Araripe no Ceará. Afora Cariri e Curimataú Paraibano), serem constituídos por "Solos argilosos", quetem baixo teor de salinidade... E a nossa civilização ser bem mais nova do que a civilização egípcia, enquanto que a civilização egípcia, ter mais de três mil anos...Nos, nordestinos, como sociedade, temos menos de 500(quinhentos anos... Dando prosseguimentos nos anos de secas, no nordeste... Durante a década de 80, rigorosamente só teve um interstício de uma seca. Que foram os anos de 1982 e 1983... Nos anos de 1984, 1985 e 1986 foram formidáveis anos de chuvas, aonde sangraram a grande maioria dos açudes construídos pelo DNOCS... Como por exemplo, o complexo Estevão Marinho – Mãe D' Água,
Conhecido popularmente, pelo açude de Coremas(PB), que sangrou com a sua maior lamina D'água da sua História, que chegou atingir a 2.80cm(dois metros e oitenta) centímetros... Já nos anos da década de 90... Os anos de 1993, 1996, 1997, 1998 e 1999, foram anos sofríveis... Que continuaram até o inicio da década de 2000, ou seja até o ano de 2001... Entre 2002 e 2003, já teve certa melhora, que a partir de Janeiro de 2004até a presente data Junho de 2006, melhorou substancialmente, em média nos seus índices de chuvas, aqui no Nordeste do Brasil, principalmente, na sua microrregião sertaneja...
Agora diante de tudo isto, merece uma reflexão... É sabido por todos, que esta região semi-árida do nordeste do Brasil, sempre foi de permanentes ciclos de estiagens, que culturalmente falando, a grande maioria dos nordestinos, já os são conformados, apesar de existirem alguns visionários, aonde vislumbram dias melhores... Agora que não dar para se conceber, como visto, que nós nordestinos, aonde vivemos eternamente, ou melhor, secularmente, contido dentro dessa adversidade climática de permanentes ciclos de estiagens, e ainda não se aprendeu a conviver com este permanente ciclo de adversidade meteorológica, aonde o clima é um eterno "vilão" e o homem, um eterno "sofredor". Segundo o entendimento, de Pompeo Maroja, o problema do nordeste, não meteorológico, e sim, hidrológico... "Os problemas meteorológicos são imutáveis. Ninguém evita. Mesmo nos paí¬ses ricos do Primeiro Mundo, como nos Estados Unidos da América.


As grandes catástrofes, terremotos, ventos a mais de 200 km/h, erupção de vulcões. Grandes en¬chentes, inundações etc. Secas e estiagens têm soluções aqui na terra. Nas faltas de chuvas em nossa região, não devemos nos preocupar com El Nino, com o aquecimen¬to das águas do Pacífico. Com frentes frias e coisas assim. A observação desses fenômenos é válida para o Sul do Brasil. A fim de que se possam prever as grandes inundações. Os alagamentos do Rio e São Pau¬lo. O afogamento de rebanhos nos panta¬nais de Mato Grosso e geado nas áreas mais ao Sul do País. Entretanto, no Nordeste, nada disto prevalece. Portanto, temos que nos conscientizarmos, pois, como cer¬to que os fenômenos meteorológicos são imutáveis"... Concordo em grau, número e gênero com esta premissa de Pompeo Maroja. Pois, como é sabido por todos, que a média de chuvas no semi-árido do nordeste do Brasil, é em torno de 800 mm(oitocentos) milímetros. Que se deve ressaltar em "Solos", considerados ótimos... Enquanto que na Califórnia, oeste dos estados Unidos, região de terras ruins e de precipitação pluviométrica que não atingia nem 600mm ao ano. Entretanto, é uma região tão rica em produção agrícola. Tendo, menos chuvas, portanto, que o nordeste brasileiro em ano considerado normal. Por que os Norte-americanos fazem adução das águas rio Colorado, para esta mencionada região de produção agrícola. Agora, entretanto, o que vem agravando de fato a problemática hidrológica nesta região do semi-árido do nordeste do Brasil, segundo meu entendimento, é mais devido, as praticas agricultáveis de manejos inadequados pelas atividades agrícolas ainda rudimentares, com praticas de queimadas, e, sobretudo, na preparação de áreas para o plantio, não obedecendo às técnicas agronômicas e de engenharias agrícolas, e até mesmo, ecológicas, por aonde venham amenizarem os processos erosivos, que vem inexoravelmente, sem exceção, assorear todos os seus corpos hídricos, desde um pequeno córrego até um grande rio... Levando aos recursos hídricos desta região, um processo letal de "Estresse Hídrico", sempre que ocorrem, os repetitivos ciclos de estiagens, que é comum, neste semi-árido do Nordeste do Brasil.
PEDRO SEVERINO DE SOUSA.
JOÃO PESSOA(PB), 15/12/2008
Leia no www.google.com.br, "
PEDRO SEVERINO DE SOUSA"






quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

LIVRO REVELA HISTÓRIA, PERSONALIDADES E POTENCIALIDADES DO RIO PIANCÓ NA PARAÍBA



VÍDEOS SOBRE...


Sangrador do açude Coremas








Coremas, Um Oásis no Sertão







Livro revela história, personalidades e potencialidades do Rio Piancó na Paraíba



São 490 quilômetros de extensão, cruzando 130 municípios na Paraíba e Rio Grande do Norte, 8.000.000.000 m³ de água sem aproveitamento algum: esse é o rio Piancó, tema central do livro do advogado Francisco Teotônio de Souza, que será lançado na próxima sexta-feira, 12, na sede da FAEPA( Federação de Agricultura e Pecuária da Paraíba ) em João Pessoa.


O livro “Piancó - O Pequeno Grande Rio” revela a fascinante e importante historia do rio que nasce na Paraíba e deságua em Macau (RN) e por onde passa plantou desenvolvimento econômico graças a seus recursos naturais. O Piancó banha boa parte do sertão do estado da Paraíba. Nasce no município de Conceição, e dá origem ao Vale do Piancó, onde se encontra Coremas, uma das maiores barragens brasileiras.






O foco do livro são os personagens que marcaram época, bem como os mais variados aspectos do rio, tornando-se inclusive fonte de consulta. O livro também critica o grande número de projetos de aproveitamento da bacia que nunca saíram do papel, e com exceção de algumas áreas de irrigação no Rio Grande do Norte, o rio deságua impune no mar desperdiçando um enorme potencial hídrico, que se aproveitado resolveria muitos dos problemas advindos da seca sem a necessidade de obras como a transposição do São Francisco.

O livro cita dados, estudos, traz números, referencias e personagens importantes. Entre eles podemos citar Domingos Jorge Velho, trouxeram para o sertão da Paraíba escravos negros derrotados e aprisionados em Palmares, utilizados contra os indígenas que resistiam por tempos, depois os negros fugiram do cativeiro e deram origem aos primeiros quilombos sertanejos.

O lançamento do livro está marcado para às 17h30 na sede da FAEPA (Federação de Agricultura e Pecuária da Paraíba ) que fica na rua Engenheiro Leonardo Arcoverde, 320, no bairro de Jaguaribe em João Pessoa. Confirmar presença pelo número 3222-2713.

FONTE: WSCOM


sábado, 6 de dezembro de 2008

O AQUECIMENTO GLOBAL E SEU COMPORTAMENTO CLIMATOLÓGICO NAS REGIÕES BRASILEIRAS.




VÍDEO SOBRE...


Nosso planeta Terra - Uma jóia rara e linda no espaço.










UMA SÉRIE DE VIDEOS SOBBRE MUDANÇAS CLIMATICAS:
Aquecimento Global os Efeitos no Brasil
Brasil - Aquecimento Global 2°A
Mudanças Climáticas no Brasil

MUDANÇAS CLIMATICAS
(Fantástico 17/06/2007)
http://br.youtube.com/watch?v=xuo1b6xfciI





O AQUECIMENTO GLOBAL E SEU COMPORTAMENTO CLIMATOLÓGICO NAS REGIÕES BRASILEIRAS.

Como se sabe, com o aumento progressivo da devastação de matas e florestas e a crescente emissão de gases poluentes, jogados na atmosfera terrestre, os níveis de dióxido de carbono na atmosfera têm aumentado desde a Revolução Industrial, após 1780. Corroborando com isto, recentemente as destruições das florestas tropicais agravaram o problema, uma vez que as árvores absorvem o dióxido de carbono na sua fotossíntese. E como também com a emissão de dióxido de carbono e outros gases de estufas, produzidos por fábricas, industrias de automóveis, se continuar no ritmo atual a temperatura média global pode aumentar em 1,8ºC até o ano 2030.

Portanto no transcorrer deste século XXI, com as crescentes emissões de gases poluentes jogados na atmosfera, vem aumentar ainda mais o efeito estufa, que certamente, com a conjunção do calor da estação de verão, somatizadas com a poluição das regiões industrializadas, no caso, como, por exemplo, do Centro-Sul do Brasil, que vem aquecer a troposfera (camada de formação das chuvas), dissipando, ou melhor, dificultando a formação das mesmas. Isto é um caso típico que vem ocorrendo ultimamente, dentro deste século XXI, nas regiões Sul, Sudeste E Centro-Oeste, aonde de 2001 até a presente Data Dezembro/2006, digo Dezembro de 2006... Devido, a gráficos de Série Históricas de algumas cidades de todas as regiões brasileiras postados abaixo...Aonde mostra desde 1960 até 2006... Que seus regimes de chuvas, vem apresentando uma certa diminuição dos seus índices pluviométricos dentro de suas médias históricas...

Um exemplo palpável disto é sobre a série histórica dos índices de chuvas da cidade deSão Paulo (região sudeste) de 1960 a 2000, que vem amostrar certa decadência nos seus índices de chuvas, neste citado interstício. (ver gráfico abaixo):GRÁFICO 2: Pluviometria da cidade de São Paulo – SP
(Instituto Nacional de Meteorologia) Fonte: INMET
Isto, provavelmente, ultimamente (2001-2006), deverá ser o perfil comportamental climatológico de toda região sudeste. Pois o que se vê nos noticiários televisivos, jornalísticos e na mídia em geral que em todos os estados sem exceção da região sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná), quando não ocorrência de secas, no mínimo apresentam veranicos dentro de suas estações chuvosas. Como matéria como esta: O velho rio Paraíba do Sul se dobra com nítidos sinais de estresse hídrico. Não só um estresse crônico, decorrente de um insensato uso de suas águas, mas também um momentâneo e agudo estresse, decorrente de longos sete anos de poucas chuvas, que podem vir a prejudicar consideravelmente o abastecimento d'água de quase 14 milhões de pessoas e provocar graves problemas de saúde pública.

Atravessando um vale com 180 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e que atualmente responde por mais de 11% do PIB nacional, as águas do rio Paraíba percorrem mais de 1.150 km até chegar ao oceano Atlântico, em São João da Barra/RJ. No meio do seu caminho, em Sta. Cecília, o rio Paraíba do Sul é parcialmente transposto para o rio Guandu/RJ, possibilitando o abastecimento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, com seus 8,5 milhões de habitantes, antes de chegar à Baía de Sepetiba, em Sta. Cruz/RJ. Trata-se, pois, de um rio com duas desembocaduras no litoral fluminense.

Para permitir a regularização temporal das águas do curso principal, quatro grandes reservatórios armazenam água para o período de estiagem. Infelizmente, depois de 1996, quando os quatro reservatórios ficaram cheios pela última vez, a região sudeste sofreu uma das piores secas das últimas seis décadas e o conjunto de reservatórios encontra-se, desde 2001, em estado precário de reservação. As chuvas de 2002 conseguiram recuperar vários dos reservatórios da Região Sudeste, tirando a região do racionamento compulsório de energia elétrica. Mas as chuvas, que foram generosas em quase todo o Sudeste, continuaram escassas no Vale do Paraíba. Assim, ao final de 2002, o armazenamento de água nos reservatórios do Vale alcançou o perigoso nível de 15%. Para tentar sair desse regime de alta criticidade, esses reservatórios estão sendo operados da forma mais econômica possível. Isto é, cada um deles libera a menor porção de água possível, de modo a atender os requisitos mínimos de cada trecho da bacia. Uma única liberação notável da água armazenada aconteceu para poder aumentar o poder de diluição natural do rio quando do acidente ecológico de Cataguases, nos rios Cágados e Pomba.

As chuvas de 2003 têm sido pequenas na região e como se já não bastasse, o fenômeno La Niña parece querer surgir para agravar esse inverno, que já se mostra seco e com temperaturas pouco mais elevadas que a média. Isto é, o Vale do Paraíba do Sul entra perigosamente no período seco com suas reservas hídricas em estado calamitoso, apontando a necessidade de medidas emergenciais de racionalização do uso da água.No tocante a região Sul é de igual a pior.Veja o exemplo da cidade de Passo Fundo (Rio Grande do Sul). Segundo o gráfico de sua série histórica de seus índices pluviométricos desde 1961 a 2000.
Eis o gráfico abaixo:
GRÁFICO 3: Pluviometria da cidade de Passo Fundo – RS


Fonte: INMET (Instituto Nacional de Meteorologia)

Uma prova inconteste disto, é que neste século XXI (2001-2006) vem ocorrendo uma serie de estiagens nesta região sul, aonde este gráfico da série histórica (1961-2000) de índices de chuvas de Passo Fundo, posto acima, vem mostrar desde 1999, uma tendência de queda nos seus índices pluviométricos na região sul, como vem se agravando nestes últimos anos deste século em curso, principalmente, neste presente ano de 2006. Como mostra esta matéria: “A estiagem registrada na região Sul do país este ano deixou ao menos 253 municípios em situação de emergência no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Só em Santa Catarina, 194 dos 293 municípios ficaram em situação de emergência, segundo informou o diretor estadual de Defesa Civil, capitão Márcio Luiz Alves”.

Em Bagé, Trindade do Sul e Alegria, no Rio Grande do Sul, a falta d'água reduz diariamente o nível dos rios e os reservatórios operam com menos de 20% de sua capacidade, segundo o governo estadual.

O último balanço divulgado pela Defesa Civil do Paraná apontou problemas em ao menos 60 cidades, nem todas em estado de emergência. A população de Curitiba e de sete cidades da região metropolitana passa a sofrer racionamento no abastecimento de água (BRASIL, 2005).

Na região Centro-Oeste, este crescente aquecimento global (leia-se efeito estufa), associado ao gradativo aumento do desmatamento de seus cerrados, para os plantios, principalmente, o plantio de soja, em conseqüência disto, vem se instalando nesta região, um processo de semi-áridez sem precedentes.

Isto é ratificado, como, por exemplo, pelo quadro de diminuição das chuvas nesta região dentro deste século XXI. Como por exemplo, vem mostrar o gráfico de chuvas Guiabá (1961 -2000). Que desde de 1996, vem ocorrendo uma acentuada queda. Posto abaixo:
GRÁFICO 4: Pluviometria da cidade de Cuiabá – MT

Fonte: INMET (Instituto Nacional de Meteorologia)
Entretanto, um contraponto estar existindo, ocasionado pela seguinte razão do que o invés do efeito estufa, vir diminuir os índices de chuvas, como bem mostrou nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, nos gráficos postos acima. Fez foi aumentar, é o que vem ocorrendo com os índices de chuvas no semi-árido do Nordeste. Que dentro deste século XXI, a partir de 2002, veio aumentar substancialmente, os seus índices pluviométricos. Como mostra, por exemplo, os dados pluviométricos do Vale do Piancó, que vem desde o inicio deste século XXI, ou seja, de 2002 – 2006 vêm apresentando um acentuado aumento nos seus índices pluviométricos. Como mostra os dados pluviométricos do Vale do Piancó, no intervalo de 1994 - 2006. Posto abaixo:

GRÁFICO 5: Dados pluviométricos do Vale do Piancó – PB

Fonte: AESA (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba)
Uma prova inconteste disto, é que o complexo hídrico Estevão Marinho - Mãe D’Água, conhecido popularmente pelo açude de Coremas, que tem em sua capacidade máxima 1.358.000.000m³(um bilhão trezentos e cinqüenta e oito milhões) de metros cúbicos de água dentro desse século XXI, já veio a sagrar nos anos de 2004 e 2006. Como mostra o seu volume máximo em cada ano desde 1994 – 2006:GRÁFICO 6: Volume de Pico do Açude Estevão Marinho (Coremas) – PB


Fonte: AESA (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba)
E como estamos vendo agora em março de 2008...

Fonte: AESA (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba)E como estamos vendo agora em março de 2008...





É notório que diante deste quadro de aquecimento global, e as crescentes emissões de gases poluentes jogados na atmosfera, conjugados pelo processo de desertificação que é progressivo em todos os ecossistemas da biosfera terrestre, vêm inexoravelmente, diminuindo os seus índices de chuvas. Agora, como explicar este aumento de chuvas, ultimamente (2002 - 2008) dentro do semi-árido do Brasil, principalmente, na sua região sertaneja. Como foi mostrado acima, o aumento de chuvas nestes referidos últimos anos, concernentes ao vale do Piancó?. E como também na bacia alto Paraíba e sub-bacia do Taperoá... Uma prova palpável disto é sobre o Açude Epitácio Pessoa, conhecido popularmente, pelo nome de Boqueirão de Cabaceiras, que mesmo com o aumento crescente do uso de sua demanda para quase todo compartimento da Borborema e mais agora depois da adução da adutora do Cariri, vem nos três últimos anos, ou seja, 2004, 2005 e 2006, apresentando seu transbordamento (SOUZA, 2002).



Veja sua evolução desde 1967 (primeira sangria) até o presente ano de 2006 no gráfico abaixo:

GRÁFICO 1: Evolução do sangramento do Açude Epitácio Pessoa – PB



Fonte: AESA (agência Executiva de Gestão das águas do Estado da Paraíba).
Um adentro a este gráfico postado acima...O Açude Epitácio Pessoa, não sangrou e m 2007... Entretanto hoje(21.03.2008), Sexta Feira Santa da Paixão de Cristo...Voltou a sangrar...

Será que é devido dos seus repetitivos ciclos de estiagens? Pois são comuns estes ciclos de estiagens no semi-árido. Sabe-se, segundo a literatura meteorológica, que década após década, se repete uma década de poucas chuvas, ou seja, de anos de estiagens, e na década seguinte de anos com boas estações de chuvas. Um exemplo mais do que palpável, sobre esta irregularidade temporal de chuvas por décadas, no semi-árido, cito como, por exemplo, a pluviometria de Lençóis (BA), que é sem sobra de dúvida, uma localidade dentro do polígono das secas, que se estende desde Norte de Minas Gerais até o Estado do Piauí. Que vem representar na integra ao meu vê, o comportamento climatológico, de todo semi-árido nordestino Brasileiro.Então, diante disto, veja o gráfico posto abaixo de pluviometria de lençóis(BA), desde de 1961 – 2000, aonde vem mostrar esta realidade:



GRÁFICO 7: Pluviometria da cidade de Lençóis – BA


Fonte: INMET (Instituto Nacional de Meteorologia)
Pelo visto, neste gráfico de chuvas de Lençóis (BA), de 1961 - 2000 vêm mostrar com toda nitidez o comportamento temporal por décadas de altos e baixos (picos e depressões) das chuvas, no semi-árido do Brasil. Aonde, vem se apresentando por décadas, uma gangorra, ou melhor, uma verdadeira montanha russa nos seus índices de Chuvas.

Logo após o inicio do século XXI, a partir de 2002, decorrente do aquecimento global (leia-se efeito estufa), que veio somatizar ao calor da estação de verão do hemisfério sul, onde o Brasil estar contido, e mais o crescente buraco na camada de ozônio, que vem aumentar ainda mais as irradiações ultravioletas, aumentando por via de conseqüências, a emissão de calor neste mencionado hemisfério sul?. Que decorrente disto, inexoravelmente, vem degelando em parte, dentro do seu interstício de verão, as suas calotas polares e as geleiras contidas na Antártida, que vem aumentar a freqüência e a intensidade das frentes frias. Obviamente, levando muito mais condições de formações chuvas para os continentes adjacentes, Neste caso, o continente sul-americano, e especificamente, o Brasil, por ser objeto deste estudo.

Agora, entretanto, pelo visto, aonde foi explicitado no desenvolvimento através de séries históricas, trabalhadas, e representadas por gráficos, desde de 1961- 2000, das Cidades de São Paulo (SP), representando a região Sudeste. De Passo Fundo (RGS), representando a região Sul... E de Cuiabá (MTN), representando a região Centro-oeste. O que se viu dentro deste século XXI, foi à tendência de diminuição de seus índices pluviométricos, ratificadas por matérias jornalísticas, mostrando suas diminuições de chuvas dentro de suas estações chuvosas. Agora, fica a interrogação, como explicar isto? Se em tese, teoricamente falando, as propaladas frentes frias, que trazem muito mais umidades. E essas regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste do Brasil, o invés de aumentarem os seus índices de chuvas, nos últimos anos (2000 – 2006) vem é diminuindo?.

Ao meu vê, dentro de uma visão holística, isto pode ser explicado, por uma simples razão: É que o intenso calor do aquecimento global, ou melhor, o efeito estufa, na estação de verão no hemisfério sul, que vai de 21 de Dezembro a 21 de Março, associado a grande emissões de gases poluentes jogados na atmosfera, através das indústrias, fabricas, e um número exorbitantes de automóveis, nestes referidas regiões Sudeste, Sul e Centro- Oeste, capitaneadas por São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Cuiabá, além destas respectivas regiões, serem mais próximas do buraco da camada de ozônio, localizado logo acima do Pólo antártico, vem inexoravelmente, aquecer a troposfera, camada de condensação das chuvas, , que veio dissipar as formações das chuvas, que pelo visto, veio ocorrer diminuição das chuvas nestas regiões Centro-Sul-Oeste-Sulinas.

Agora é importante se observar, que em parte, essas mencionadas freqüentes e abundantes frentes frias, nos seus deslocamentos, não encontrando condições atmosféricas, para se condensarem, nestas citadas regiões brasileiras (sul, sudeste e centro-oeste), obviamente, veio se deslocar, através dos ventos alísios, decorrentes dos movimentos de rotação e de translação da terra, até se encontrar com uma camada da troposfera, menos aquecida, ou seja, fria, que veio a se aglutinar com convergências intertropicais, formando em principio as suas condensações chuvosas. E que pelo que se sabe o Nordeste do Brasil, fica muito mais distante do buraco da camada de ozônio, e ter sua atmosfera muita menos poluída, em relação ao Centro-Sul do nosso País. Talvez, isto, venha explicar a melhoria dos índices pluviométricos dentro do semi-árido. Que de fato, veio melhorar dentro desta atual século (2001-2006) substancialmente, a reserva hídrica, deste sempre e periódicos escassos recursos hídricos do Semi-Árido do Nordeste Brasileiro.

Que provavelmente, dentro de um futuro próximo, veio tirar esta mencionada região, de um possível colapso hídrico. Pois, como todo mundo sabe, por volta do ano de 2001, era eminente este referido colapso hídrico, aonde, todos os mananciais superficiais, ou seja, corpos d’águas, sem exceção, do semi-árido, se encontravam numa eminente exaustão hídrica...Só saindo deste quadro “Stress Hídrico”...Devido, como todo mundo sabe, decorrente do Dilúvio de Janeiro de 2004...

E agora , Março/2008, como todo mundo estar vendo...estar repetindo o mesmo dilúvio de Janeiro de 2004...Aonde como por exemplo, manancial como Lagoa do Arroz- na Paraíba, que nunca sagrou... Agora em março de 2008...Veio a sangrar...Agora, abrindo um parêntese, como explicar este “Fenômeno Chuvoso” que ocorreu agora em “Março/2008?

Certamente, muitas argumentações e contra-argumentações vão sugirem... tentando explicar esta “Invernada”(como chamam os sertanejos, a estação chuvosa)...Referente à Março de 2008...

Por ser sertanejo nordestino... E todo Nordestino... Tem um pouco de meteorologista... Pois, até porque, somos eternos visionários do tempo, devido habitarmos uma região (o sertão nordestino) escassa de chuvas, exceto a região litorânea...decorrente disto, as previsões meteorológicas virou até cultura deste povo, que somos nós, sofridos, porém, fortes, já dizia Euclides da Cunha, em seu livro: Os sertões...Por habitar uma região dentro do polígono das secas...Partindo desta premissa tenho direito de tecer minhas conjecturas...

Então penso eu, respaldado nas afirmações do meteorologista Francisco de Assis Diniz(assessor do Diretor Institucional do INMET)...Aonde afirmar que: Em mensagem recebida dele:“Estamos passando por uma fase favorável a chuvas intensas no nordeste,lembra Janeiro e Feveiro de 2004? Esta fase deve continuar até durante a primeiraquinzena de abril, eventos extremos tem ocorrido em algumas localidades donordeste, bem como na Paraíba (chuvas extremas em 24 horas, como cabaceiras210mm, 19 de março), local que menos chove no Brasil. Faz parte do eventosextremos que vem ocorrendo”...Noutro parágrafo desta referida mensagem ele diz:

Prezado Pedro Severino,

Li a troca de conversa dos colegas. Mas o nosso colega Daniel Panobianco fala que estamos passando por uma atividade solar mínima, mas que me parece, nas atividades mínimas estão associadas com redução nas chuvas no nordeste!!!!!!
Pode ser que depois seque, com certa semelhante a 2004...

Dentro desses pressupostos citados acima... Vejo que a ocorrência da “atividade Solar Mínima”... Veio a “Esfriar” a troposfera



(camada de condensação das chuvas).

Que associado a “intensa Evaporação”, principalmente, em áreas próxima de grande mananciais, como por exemplos, Sistema Estevão Marinho Mãe D’Água, conhecido popularmente, como o Açude de Coremas... Aonde, choveu muito no Vale do Piancó...Em torno também, da Barragem de Sobradinho/BA...Choveu bastante no noroeste da Bahia...E finalmente, no Médio Jaguaribe(em torno do Açude de Orós) e no baixo Jaguaribe(Barragem do Castanhão)...Aonde estes respectivos mananciais...adquiriram um grande aporte de água...Decorrente do Aquecimento Global...





Associado com o La Niña (Aonde sempre vem chuva da Amazônia)...Veio convergir com esta “Intensa” , ocorrências de chuvas, agora em março de 2008...Deixando o dilúvio de Março de 2008, que ocorreu aqui no Semi-árido do Nordeste do Brasil de lado...Indo ao “Foco” deste Artigo...É oportuno destacar que... As disponibilidades dos Recursos Hídricos nas regiões Sul, Sudeste e Centro- oeste...Como o texto vem abordado e exemplificando... Estão abaixo de sua média histórica para o este mesmo período de março de anos anteriores... Pelo andar da carruagem, ou seja, com uma diminuição gradativa dos índices de chuvas nestas mencionadas regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste...Imagine como será os anos subseqüentes como 2009, 2010, 2011...E assim , por diante...Levando a estas mencionadas Regiões Brasileiras, logo, logo, ao um provável “Apagão Hidroenergetico”...

TEXTO ESCRITO EM JOÃO PESSOA(PB),

03.04. 2008

PEDRO SEVERINO DE SOUSA
João Pessoa(PB),
06.12. 2008








sábado, 29 de novembro de 2008

AÇÕES HÍDRICAS PARA O SEMI-ÁRIDO: (Construções de Barragens Subterrâneas e Cisternas de Placas)

VÍDEO SOBRE...



INSA - Instituto Nacional do Semi-árido (Paraíba, Brasil)




AÇÕES HÍDRICAS PARA O SEMI-ÁRIDO:
(Construções de Barragens Subterrâneas e Cisternas de Placas)




As construções de barragens subterrâneas estão sendo de uma necessidade imprescindível para os recursos hídricos do semi-árido do Nordeste Brasileiro, não só pelo fato desta mencionada região estar contida dentro do polígono das secas, em tempo e tempo sofrer com intermitências de estiagens, que estão sendo acentuadas pelas mudanças climáticas, decorrentes das ações antrópicas... Que vem provocando o aquecimento global... Mas, também deves ressaltar, que devido ao crescente processo de desmatamento, principalmente das matas ciliares e todo entorno de suas bacias hidrográficas, decorrente de ausência de uma “Política Pública Agropecuária”, que minimizem, pelo menos, os manejos inadequados desses recursos naturais (que não deixa de ser uma ação antrópicas), veio acelerar a desertificação nesta região...

Este acelerado processo de desertificação vem inexoravelmente, encadear um processo de erosão sem precedentes, e sem exceção, para todas suas bacias e sub-bacias hidrográficas, que através de um “efeito Dominó”, vem assorear os seus leitos hidráulicos, ou seja, os pontos mais baixos dentro seus talverques e/ou a sua margem, que teoricamente, se acumularia água... Aonde, naturalmente, se formaria o afloramento dos conhecidos poços naturais amazonas e os aluviões, nos períodos de secas e estiagens...

Entretanto, decorrente disto, nas estações chuvosas do semi-árido do Nordeste Brasileiro, que basicamente vai de Janeiro à Junho, toda esta massa hídrica dessas mencionadas estações chuvosas, porventura, não existindo Açudes, Barragens, etc. Até mesmo pequenos barramentos e/ou aduções, que formam “Micro - Bacias Hidrográficas”... Isto quer dizer, que todo este colossal (bota colossal nisso) volume de água, deságua inevitavelmente par o mar... Desta forma, havendo uma perda irreparável...

Tudo isto, pelo menos no Brasil. Pois, temos inúmeros exemplos disto... Não indo muito longe, gosto de citar como, por exemplo, o “Rio da Integração Nacional”, que é o “São Francisco”...


Apesar de já existirem uma série de “Barragens” desde Sobradinho (BA) até Xingó (AL), aonde se acumula dezenas e dezenas de bilhões de metros cúbicos de água, para se alimentar o sistema CHESF(Companhia Hidrelétrica do São Francisco):


No processo de geração de energia para abastecer todo Nordeste. E mesmo assim, um colossal volume de água, em torno de 1.850m³/s(mil oitocentos cinqüenta) metros cúbicos por segundo, diuturnamente, vai para o mar. Aonde, inexplicavelmente, Alagoanos, Sergipanos. Até mesmo Baianos e Mineiros que ficam bem distantes da montante de Sobradinho. Ainda ficam a teimarem de se negar uma pequeníssima adução de somente 1,4%( que considerado, resguardado a suas devidas proporções, uma gota D’água) de sua vazão regularizada, que é de 1.850m³/s (mil oitocentos cinqüenta) metros cúbicos por segundo, diuturnamente, que vai para o mar. Para a viabilidade da Transposição (adução) das águas do “Velho Chico” para os Rios intermitentes do Semi-árido de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.

Deixando esta problemática da questão da “Transposição” de lado, retornemos ao questionamento da necessidade de se difundir em caráter de urgência urgentíssima, as construções de forma difusa, das construções de barragens subterrâneas... Que deste modo, evitaria a evasão em parte dos “Corpos D’água”, oriundos das chuvas, par o mar... E como também, funcionaria como um “Sistema Sinergético Hídrico“, minimizando desta forma, a intensa evaporação, deste semi-árido que varia de 2.000mm/ano a 3.000mm/ano, dependendo da localização regional e/ou microrregional, ou seja, se for uma regional de depressões de vales e várzeas, esta citada evaporação pode chegar até 3.000mm/ano, como por exemplo, Vale das Espinharas da região de Patos(PB)... E se for localizadas em serras e planaltos, esta evaporação cai para em torno de 2.000mm/ano, como por exemplo, na cidade de Areia (PB), que se localiza no Planalto da Borborema...

É interessante observar que, decorrente desta intensa evaporação anual do semi-árido. E que muitos estudiosos dessa área hidrometeorológica, chega até afirmar (com inteira razão), que aqui no Nordeste “chove mais para cima, do que para baixo”... Pois, em média, aqui no semi-árido, chove somente 800 mm. Enquanto, sua evaporação é de entorno de 2.500mm/ano... Pelo visto, este processo de sinergia hídrica, através de Políticas Públicas de difusão de execução de disseminação de projetos de construções de barragens subterrâneas, diminuiria em muito esta intensa evaporação do semi-árido nordestino Brasileiro... Recarregando o lençol freático, desta forma reabastecendo os seus muitos aqüíferos.

É oportuno, falar em sistema “Sinergético Hídrico”, seria interessante, se construírem as margens de muitos rios intermitentes do semi-árido, uma série de “Piscinões”, como forma de retenção, ou melhor, de armazenamento de água, quando estes esses referidos rios do semi-árido estiverem transbordando nas suas estações chuvosas. Sendo assim, ao meu vê, contribuiria com uma acumulação mais efetiva desses recursos hídricos, nessas bacias hidrográficas... Que serveria para os múltiplos usos dessa água, como irrigação, piscicultura, lazer, etc. E até mesmo, de vazantes, nos períodos de estiagens, que vai de Julho a Dezembro. Perenizando desta forma, o seu leito principal. Entretanto, deve-se salientar, para se realizar as construções desses supostos piscinões, deveria primeiro, fazer o estudo de impacto ambiental. E, sobretudo, vê a viabilidade sócio-economico-ambiental.



Não esquecendo, devem se destacar, as construções de milhões e milhões de cisternas de placas em todos os rincões do Nordeste do Brasil. Pelo atual Governo federal e uma centena de Org(s) sócio-ambientais, aglomeradas na ASA (articulação do semi-árido), através de convênio com o Banco Mundial, para essencialmente, captar as águas de chuvas.


As cisternas de placas são reservatórios com capacidade para 16 mil litros de água construídos junto aos domicílios das famílias de baixa renda da área rural do semi-árido. Uma cisterna de 16 mil litros permite que uma família de cinco pessoas tenha água para beber, cozinhar e escovar os dentes durante o período de seca, que chega a durar até oito meses no ano. Assim sendo desta forma tirará muitos longínquos lugarejos, que ficam longe do acesso a água, da dependência exclusiva dos famigerados carros pipas, tão oneroso para os cofres públicos. E fomentador da “Indústria da Seca”. Aonde, muitas lideranças políticas interioranas, outrora, se aproveitavam da falta D’água, desses supostos lugarejos... Decorrente disto, ou seja, desta mencionada, falta D’água, suscitavam outras demandas sociais...

Ensejando, em épocas outrora, a muitos políticos inescrupulosos, a tirarem proveitos em pleitos “Político-Eleitorais”... Que obviamente, usavam como “Palanque Eleitoral”, para se perpetuarem no “Poder”... Que hipocritamente, se pré-julgavam os “Salvadores da Pátria...”



PEDRO SEVERINO DE SOUSA
ESCRITOR DO LIVRO:
ÁGUA: A ESSÊNCIA DA VIDA
João Pessoa(PB), 28.11.2008








quarta-feira, 26 de novembro de 2008

BANCO MUNDIAL EMPRESTA US$ 20,9 BILHÕES PARA COMBATE À POBREZA NA PARAÍBA




VÍDEO SOBRE...



Agricultura Familiar e Agroecologia




BANCO MUNDIAL EMPRESTA US$ 20,9 BILHÕES PARA COMBATE À POBREZA NA PARAÍBA


Washington, 25 nov (EFE).- O Banco Mundial (BM) anunciou hoje a aprovação de um empréstimo de US$ 20,9 bilhões para financiar um programa de redução da pobreza rural na Paraíba.
Em comunicado, o BM indicou que o projeto tem como objetivo melhorar o acesso aos serviços e a infra-estrutura socioeconômica em pequena escala, e servirá para aumentar as entradas e os ativos de capital mediante o investimento em atividades produtivas.


Também fortalecerá os distritos municipais e as associações comunitárias em seus esforços para colher fundos e harmonizar políticas de distribuição de investimentos públicos a fim de beneficiar os setores mais pobres das localidades rurais. No comunicado, o BM indicou que o empréstimo foi concedido com um prazo de amortização de 19 anos e quatro de graça.





FONTE: G1